quarta-feira, 30 de julho de 2008

Zé Rodrix & Jazz Big Band em CURITIBA/PR dia 1º de agosto

Depois de coordenar o Festival Sorocabano da Canção, final de semana passado, o Zé embarca rumo à Curitiba, em grande estilo, acompanhado de seu conjunto e uma Big Band , para embalar os corações curitibanos relembrando antigas canções ( solo e do trio) e mostrando novos lançamentos! Não dá pra ficar parado e perder essa!!!


Chegou a data: Curitiba será a primeira cidade a ver o show de extremo bom gosto, que vai virar CD e DVD, do Zé Rodrix e a Santos Jazz Big Band!!

Será dia 1º, sexta feira, no Clube Curitibanos!!

terça-feira, 22 de julho de 2008

Por Que Pedralva???

Pedralva é uma das “Cidades Meninas” citadas na canção que está saindo no próximo álbum do trio. Hoje a cidade já se expandiu por outros morros, acima e abaixo, vale afora, e aguarda ansiosamente a dupla para o show do dia 26 de julho.
E a questão se faz necessária: Qual a ligação tão especial do Trio com a pequena cidade mineira encravada na encosta de uma montanha ?? Quem responde é o Giovany, pedralvense de corpo e alma e testemunha de parte da estória:
" Em 2003 eu morava em Juiz de Fora. Quando ocorreu a volta do trio “Sá, Rodrix e Guarabyra” não poderia deixar de conferir essa, e tive o privilégio de assistir o show “Outra Vez na Estrada”, e na primeira fila (até o Milton Nascimento estava lá na platéia nesse dia!). Junto comigo estava outro pedralvense, meu amigo João Paulo.

Quando o show acabou tentamos conversar com eles. Sempre havíamos ouvido histórias de visitas de Sá e Guarabyra à nossa cidade, mas como éramos crianças não lembrávamos e também não conhecíamos os fatos realmente. Quando contamos ao Guarabyra que éramos pedralvenses ele disse “Não acredito que vocês são de Pedralva!!! Aquela cidade que só tem morros!” E escrevia “Viva Pedralva!” nos nossos autógrafos. O Sá já havia se retirado, conversamos com alguém da produção e, como ele viu que realmente éramos fãs, muito gentilmente nos levou ao Sá, que nos recebeu muito bem. Eu com o João Paulo conversamos um bom tempo com ele, que nos contou toda a história de sua parada em Pedralva, forçada por uma tremenda gripe. Ele nos descreveu as pessoas que o ajudaram, mas não lembrava o nome delas. Nós não sabíamos quem eram e nem conseguimos descobrir. Ele disse que havia ficado muito grato a elas. Lógico que em seguida contamos tudo para nossos amigos. Um deles era o Thiago, que, algum tempo depois, criou esta comunidade aqui no orkut (eu fui, inclusive, um dos primeiros a entrar). Logo no início da comunidade, o Sá apareceu por aqui. Então, o Thiago entrou em contato com ele e disse que era de Pedralva. Isso o inspirou a contar a história na coluna “Na Estrada”, que foi publicada originalmente na revista “Backstage”.Agora, passo a palavra ao próprio Sá... "
UM VIAJANTE NUMA NOITE DE INVERNO
NA ESTRADA
Luiz Carlos Sá

UM VIAJANTE NUMA NOITE DE INVERNO(apud Italo Calvino...)

Eu não estava nada bem... a estrada parecia dançar à minha frente e de repente tive consciência de que ardia em febre e não poderia prosseguir por muito mais tempo enredado naquela sucessão de curvas sem nenhuma espécie de sinalização. Eu dirigia um Escort 84, carro que não me agradava: o farol era fraco, o limpador de parabrisa anêmico.De vez em quando ele pegava fogo por força de uma mangueirinha que teimava em vazar gasolina encima do escapamento. Recall naquele tempo? nem pensar. O carro já dera muito prejuízo à seguradora e foi um dos meus pouquíssimos não confiáveis. Fazendo um circuito que me muito me agradava eu partira de São Paulo pela Fernão Dias (que eu chamava de In-Fernão dos dias...), parara em Pouso Alegre para fazer um show e encontrar meus amigos Marcílio e Thomaz Green Morton e voltava ao lar,no Rio, via Santa Rita do Sapucaí, Itamonte, Dutra, etc.., curtindo o cheiro do diesel nas narinas numa época em que pista dupla era artigo de luxo: o Grande Acaso, deus preferido de meu parceiro Guarabyra, nos guiava – e ainda nos guia - pelas imponderáveis estradas do Brasil. Naqueles dias, como hoje, o motorista era um sobrevivente. Mas sempre me pareceu que nasci pra viajar, para que negar, porque nenhuma neblina me assusta e as serras são meu prazer absoluto, contanto que eu não esteja naquele estado em que justamente estava então: acabado por uma gripe pressentida de véspera mas deixada em progresso por conta daquela ilusão de eternidade que toma conta de qualquer artista depois de um bom show.

Meus colegas nunca compreenderam minha devoção estradeira. Porque ir de carro a um lugar onde se podia chegar de avião? avião para mim era sempre a opção secundária. Sendo possível, eu saía a qualquer hora e com a antecedência necessária pra chegar no tempo certo e no lugar exato, observando com calma a sucessão mágica de paisagens e gentes sempre variadas, nunca entediantes. Sentir a máquina, as curvas, as inclinações e correções necessárias, dominar por dominar. Bobagem? pode ser. Mas máquina produz música e isso é inegável. As rotações do motor são tons e semitons. Para nós, amadores da direção e profissionais da música a coisa se relaciona de perto. Não acredito que pilotos profissionais sejam indiferentes à música. Um piloto tem que ter ouvido, assim como um músico...Essas divagações me empurravam enquanto eu tentava enxergar alguma coisa naquela noite sul-mineira. De repente, uma entrada à direita chamou minha atenção. A placa indicava “Pedralva”. Lembrei-me das muitas cartas de Pedralva que chegavam ao nosso fan clube. Pedralva me salvaria - zonzou minha cabeça, qualquer coisa – já que eu não tinha mais condições de dirigir. Eram quase onze da noite, mas a animação da pracinha me surpreendeu. E do outro lado enxerguei a placa milagrosa: “farmácia”. Era tudo o que eu precisava. Arrastei-me fora do calor do Escort para o frio da noite. Cara, faz é frio no inverno do sul de Minas! Meu casaco de carioca não dava conta do recado. Entrei na farmácia esperando encontrar um farmacêutico clássico do interior, aquele de jaleco e coisa e tal, mas atrás do balcão estava uma moça como tantas outras de rabo de cavalo e jeans. Encostei e gemi:- O que é que você tem pra gripe?Ela me olhou. Apesar de jovem era experiente, pois logo percebeu meu triste estado:- Nossa! você tá mal! Bota mal nisso, pensei. Mas tentei manter a imagem:- Nem tanto. Acho que uma aspirina resolve...- Que aspirina! deixa eu tirar sua temperatura.
A farmacêutica – que chamaremos aqui de Juliana - me levou até a cabina dos fundos . Fez-me deitar na maca e tocou os procedimentos, termômetro primeiro: - Você está com quarenta de febre!- Tudo bem. Só quero que você me arrume um jeito de seguir viagem. Qual remédio poderoso que você tem aí?Ela parecia penalizada com o meu estado. Torto de frio quando tinha entrado na farmácia, eu agora suava em bicas e encharcara as roupas em questão de segundos. As coisas começavam a ficar confusas. Uma irresistível vontade de dormir tomava conta do meu corpo. Depois de um vácuo de tempo, percebi que havia mais pessoas ladeando minha maca. Um casal olhava fixamente pra mim.- Ei! você não é o Sá e Guarabyra? – perguntava uma menina de olhos muito claros.- Só um deles... – consegui responder.Pedralva me pôs no colo. As meninas e mais um rapaz levaram-me a uma casa de fazenda, onde fui recebido pela mãe de uma delas. O rapaz trouxe meu carro e eu pude trocar minhas roupas molhadas por um pijama quentinho daqueles que a gente põe na mala quando vai pra São Paulo. Não me perguntem quanto tempo passei naquela casa de janelas coloniais e pé direito alto, prostrado na cama. Não sei se um dia ou dez. Só sei que uma bela manhã me levantei, novo em folha, despedi-me dos meus amigos e prossegui viagem. Da porta da fazenda, Juliana (não sei se era esse o nome dela), o casal de jovens e a mãe me acenavam. Me doía o coração de ir embora dali, de volta a uma vida atribulada e distante daquela amizade espontânea e reconfortante.Não acredito que isso tudo tenha acontecido por força de popularidade. Antes mesmo de qualquer reconhecimento eu já tinha sido acolhido e minha maior culpa é não lembrar o nome dos meus personagens. Só queria que eles lessem esta crônica e soubessem que seu carinho e solidariedade empurraram aquele viajante de uma noite de inverno pela vida afora.Porque são boas lembranças como essas que fazem com que sobrevivamos a qualquer selvageria.

Ao final, o Sá explicava sua inspiração e ainda apresentava uma letra que citava Pedralva:

PS: esta crônica me foi inspirada pelo Thiago, criador de uma das comunidades Sá, Rodrix & Guarabyra do Orkut, que mandou-me um e-mail perguntando sobre a verdade da história que ainda corre na cidade, dizendo que passei mal por ter tomado umas cervejas lá num bar...artista não tem jeito, tem fama. E má fama, eheheh! segue então uma letra que fiz com Rodrix e Guarabyra para as cidades-meninas de Minas, que têm maravilhosos nomes femininos...

PEDRALVA, BRANCA, BRANCA, BRANCA PEDRANATÉRCIA,
COM SEU NOME DE SENHORACRISTINA,
DENTES DE LEÃO NA PRAÇAMARIA DA FÉ,
FRIA,FRIA, FRIA AGORA...
PALMYRA, DAMA QUE PERDEU SEU NOMEMARIANA,
ONDE A REZA NÃO TEM HORAJANUÁRIA,
MORENINHA BARRANQUEIRAMARIA DA FÉ,
BRILHA,BRILHA,BRILHA, AGORA...
Retomando a narrativa do Giovany:

Assim que escreveu a crônica, Sá a enviou para o Thiago, que imediatamente a repassou para nós. Ficamos “loucos”, maravilhados com a importância que Sá dava ao acontecido. Como ele já havia falado a mim e ao João Paulo após o show, e voltava a reafirmar na crônica, ele lastimava muito não lembrar o nome das pessoas que o ajudaram.Pronto! Unimos o útil ao agradável: Pedralva inteira tinha que ler aquela crônica e, de quebra, descobriríamos quem eram as pessoas e elas ficariam sabendo da gratidão do Sá. Eu pedi permissão para que pudéssemos republicar o artigo no jornal de Pedralva. O Sá gostou da idéia e prontamente permitiu, desde que fosse citado que a crônica fora originalmente publicada na “Backstage”. Eu escrevi uma introdução explicando como aquela crônica havia chegado a nós e pedindo para que as personagens da história se identificassem.
Foi o que aconteceu.
Algumas edições depois publicamos um artigo, desta vez com a versão da Picida, da Rita e da Vanessa.
Mandei os dois jornais para o Sá, que agora sabia os nomes delas. E elas do reconhecimento dele. E vai até aí...
**************
Até abril desse ano, 2008, na Virada Cultural, quando Thiago, Matheus, Renata e outra amiga estiveram no Theatro Municipal assistindo à apresentação de Passado, Presente, Futuro. Na saída, apesar da febre que Renata apresentava, aguardaram juntamente conosco a saída do Trio, quando então surgiu o pedido dos Pedralvenses para que o Trio fosse ao PedRock ( há anos tentava-se essa participação que era o desejo de toda a cidade). A resposta de Zé Rodrix citando a música Cidade Menina e a disposição de comparecerem ao Festival animou ainda mais os organizadores que depois de algumas pequenas batalhas conseguiram sucesso ao levar a dupla ( o Zé Rodrix, infelizmente, teria outro compromisso na data), finalmente, à participar do PedRock!
Até Pedralva!!!

Créditos: fotos - Blog Pedralva, do Bustamante
Jornal O Centenário ( acervo pessoal da Rita Souza)


SERVIÇO: PedRock
Ingressos p/ o sábado ( 4 bandas e Sá & Guarabyra e banda)
R$40,00 ( meia entrada c/ carteirinha ou 1 kg de alimento p/ doação)





quinta-feira, 10 de julho de 2008

No estúdio

Sá, Rodrix & Guarabyra em estúdio preparando novo disco, fotografados pelo Guarabyra!

Sá & Paulo Calasans
Zé Rodrix & Thiago Costa


Zé Rodrix & Paulo Calasans


Pedro Baldanza, Fábio Santini, Zé Rodrix( ao fundo) , Thiago Costa


Pedro Baldanza & Fábio Santini


Pedro Baldanza(baixo), Zé Rodrix, Thiago Costa(teclados)



Alex Reis( bateria)


Tavito ( produtor musical ) & Paulo Calasans ( arranjador)

Fotos de Guttemberg Guarabyra

sábado, 5 de julho de 2008

SR&G em Uberlândia

Com 37 anos de carreira, o trio Sá Rodrix e Guarabira volta a Uberlândia, durante a edição do Arte na Praça, amanhã, a partir das 13h, na praça Sérgio Pacheco. “Tem uma amiga da minha mãe que é nascida aí, mas mora no Rio. Ela é como uma tia para mim e vive me perguntando quando vamos voltar a tocar em Uberlândia. Só estava esperando um convite”, disse Sá, que acredita que tenha feito duas ou três apresentações na cidade. O músico e seus dois companheiros serão antecedidos no palco pela banda uberlandense Porcas Borboletas, seguida dos gaúchos do Pata de Elefante. A entrada é gratuita.

Diferentemente de tudo que é feito pelos shows abertos Brasil afora, Sá Rodrix e Guarabira farão algo inusitado. Os uberlandenses terão a chance de assistir, em primeira mão, a um acústico, assim como é feito em casas fechadas, apenas com viola, teclado e voz. Na praça, eles farão um apanhado de todos seu grandes sucessos, como “Caçador de Mim”, “Sobradinho” e “Sete Marias” e outras não tão conhecidas, mas que são pedidas pelos fãs. Um estilo próprio que quem conhece, sabe, revolucionou a música brasileira nos anos 70.

Sá deu uma entrevista ao CORREIO de Uberlândia de dentro do estúdio em São Paulo, onde o trio grava o próximo trabalho que deverá ser lançado em meados de setembro ou outubro deste ano. Uma das inéditas será “O dia do rio”, de autoria dos três. De acordo com Sá, a canção será uma espécie de “Sobradinho nº 2”. Para quem não se lembra, “Sobradinho” é um hino de preservação do meio ambiente com a letra: “O sertão vai virar mar/dá no coração/o medo que algum dia o mar também vire sertão”. Outra canção nova será “Amanhece um outro dia”, tema de abertura da próxima novela do SBT, “Revelação”. O trio Sá Rodrix e Guarabira já fez diversos temas para novelas, como “Roque Santeiro”, com música de mesmo nome da novela estreada na Rede Globo em 1985 — que também contou com “Dona”, a canção da personagem da viúva Porcina, interpretada por Regina Duarte. Tem também “Espanhola”, de “Que Rei Sou Eu?”, de 1989, entre outras — todas serão tocadas na tarde de domingo.
por Núbia Mota/ Adreana Oliveira

quinta-feira, 3 de julho de 2008

SIMONAL E AS PATRULHAS

Zé Rodrix
LI faz uns dias na FALHA de S.Paulo uma matéria sobre o filme NINGUÉM SABE O DURO QUE DEI, que conta e mostra a vida e o percurso de Wilson Simonal. A FALHA, como sempre, em vez de discutir o filme, prefere discutir a ditadura militar, com a qual foi conivente até que isso deixou de ser de seu interesse. Teve uma crise de Jaguarice, fazendo uso de informações negadas e reveladas como não sendo reais, para mais uma vez provar a dedurice e a negrice do Simona. Pois se a própria justiça brasileira já o isentou de qualquer participação no que quer que seja... fato que infelizmente não chegou ao conhecimento do "jornalista" em questão.

(continua AQUI)

ARTE NA PRAÇA em Uberlândia

Show de Sá , Rodrix & Guarabyra em Uberlândia dia 6 de julho, próximo domingo.

O projeto Arte na Praça é realizado nas tardes de todo primeiro domingo do mês, na praça Sérgio Pacheco, em Uberlândia – MG. Os shows são gravados e vão ao ar semanalmente, às 14h de sábado na TV universitária de Uberlândia, canal 4 (tv aberta) e canal 5 (tv a cabo).

O Arte na Praça agora virou também webtv. Os melhores momentos estão lá no blog www.programaartenapraca.blogspot.com.

quarta-feira, 2 de julho de 2008

TUDO - Novo disco do Tavito

Tavito lança em agosto/setembro seu CD TUDO, cujas canções, todas inéditas, refletem o momento feliz de novas parcerias e encontros que Tavito vêm experimentando com o pessoal do Clube Caiuby! A exceção é HOJE AINDA É DIA DE ROCK cuja inspiração de Zé Rodrix foi justamente...TAVITO, um assumido roqueiro desde priscas eras em BH!
Foto de Lizzie Bravo


Canções com humor, como GOSTOSA, ou mais reflexivas e a empolgante guarânia EMBORA , que faz parte da trilha sonora da novela REVELAÇÃO do SBT. Fechando o disco com um hino à Minas Gerais: MINAS DE ENCANTO ( já gravado com maestria por Clarice Groova ) que faz qualquer brasileiro que conheça minimamente São Lourenço verter lágrimas de emoção! Minas é um estado de espírito, alguém já disse. E Tavito uma das mais puras expressões de Minas!


(clique nos links das músicas para conhecê-las )


TUDO, a canção que dá nome ao novo trabalho, gravado numa Segunda Autoral do Clube Caiuby, sarau que reúne músicos e compositores no Bar Villagio em Pinheiros ( São Paulo ), todas as segundas feiras.








Mate suas saudades de Tavito e Rua Ramalhete




segunda-feira, 30 de junho de 2008

Sá & Guarabyra em UBATUBA!

VIAJANTE


TABULEIRO


MARIMBONDO

Filmes de Marlene Alves

Sá & Guarabyra em Ubatuba - Estréia de Fábio Santini na Banda

Show em Ubatuba (SP) como parte dos festejos de São Pedro.

Santo Guttemberg





Fábio Santini, guitarra, estreando na Banda.





Fotos de Marlene Alves

sábado, 28 de junho de 2008

Sá & Guarabyra em Carlos Chagas/MG



Quinta, dia 26, Sá & Guarabyra apresentaram-se na Festa do Carlochaguense Ausente, na cidade de Carlos Chagas.


A Clarissa Coelho, simpática cantora de Teófilo Otoni, viajou 1:30 mins para conhecê-los, assistir o show e foi ela quem tirou essas fotos que ilustram o post e a quem agradecemos pela cessão das fotos. ( Conheça o trabalho da Clarissa no MySpace clicando no seu nome!)


Recadinho do Guarabyra:
"Acabo de desembarcar do oitavo vôo desta semana. Cheguei de Carlos Chagas (salta-se em Governador Valadares - depois de voar de Congonhas (SP) a Confins (BH) mudar pro aeroporto da Pampulha e seguir em outra aeronave - e percorrer mais quatro horas de estrada), onde nos apresentamos ontem em praça pública. Este show vai deixar saudades. Postarei fotos depois. Porém a turnê tinha começado em Ponta Grossa, PR, e ainda vai terminar amanhã em Ubatuba, n'outra apresentação em praça pública. Exausto não seria o melhor termo para descrever meu cansaço, pois que sempre há a alegria do chegar em casa e do reencontrar das mensagens de vocês. Mas confesso que estou louco pra desmontar por algumas horas, radinho tocando baixinho e sonhar. Volto no domingo, e aí paro aqui pra postar as fotos e continuar a prosa. Beijos pra quem de beijo, abraços pra quem de abraços! "




terça-feira, 24 de junho de 2008

Zé Rodrix no Ceará - Seminário Cantando Bonitezas e Decências

O II Seminário Cantando Bonitezas e Decências será realizado em Fortaleza (CE) de 27 a 29 de junho. Criado para debater os rumos do canto coletivo, com destaque para a formação de regentes de corais. Estimulando esse movimento, expondo pesquisas e favorecendo um estudo mais atento quanto ao tema, o Seminário é promovido pela Associação dos Amigos do Coral da UFC, pelo Curso de Educação Musical da mesma universidade e pela DIZ Editoração, e se divide entre a Casa de José de Alencar e o auditório do Centro Dragão do Mar.



Como convidado especial: o cantor e compositor carioca Zé Rodrix. Autor de clássicos da MPB, ele vem ao seminário com sua aula-show. “É uma figura inquieta, polêmica, criativa, e um dos maiores pensadores da nossa música hoje”, ressalta a musicista e professora Izaíra Silvino, regente do Coral da UFC nos anos 80 e até hoje uma das mais reconhecidas especialistas no tema.

(Clique aqui para ler a matéria completa)



II Seminário Cantando Bonitezas e Decências
Inscrições grátis. Informações: semanaedumusical@gmail.com
tel(85) 8843-7301.



Dia 27/6 - 19 hrs - Teatro do Centro Dragão do Mar - Aula-show "Criatividade Como Princípio de Ação Humana" - Zé Rodrix.

Dia 28/6, sábado, às 21 hrs - Show do Zé Rodrix
BNB Clube - sede Aldeota
Av. SANTOS DUMONT, 3646
Bairro: Aldeota
Fone(085) 4006-7200, 4006-7204
Ingressos com desconto até dia 26/6!


quarta-feira, 18 de junho de 2008

Rock rural de Sá & Guarabyra constrói visão crítica do Brasil



Entrevista de Sá & Guarabyra para Felipe Boso Brida, publicada hoje no Jornal Notícia da Manhã, de Cantanduva.

Com 35 anos de carreira nas costas e muita poeira na estrada, a dupla Sá & Guarabyra procura mostrar, nas composições musicais, o Brasil real, suas origens e suas histórias, sejam elas descontraídas ou amargas. Responsáveis por um estilo próprio que revolucionou a música brasileira nos anos 70, o “rock rural”, os cantores e compositores Luís Carlos Pereira de Sá, nascido no Rio de Janeiro em 1945, e Guttemberg Nery Guarabyra (Barra do Rio Grande, BA, 1947) firmaram parceria em 1973, após seis anos cantando solo.


Em 1966, enquanto Sá alcançava o primeiro sucesso musical com “Giramundo”, interpretada por Peri Ribeiro, Guarabyra, no ano seguinte, vencia o primeiro lugar no Festival Internacional da Canção com “Margarida”.
Em 1970 conheceram o também compositor Zé Rodrix e montaram o trio Sá, Rodrix & Guarabyra. Gravaram dois LPs ao longo da carreira, que durou até 1973, quando Rodrix afastou-se para seguir sozinho na música. Sá continuou com Guarabyra e, definitivos, lançaram a dupla, responsável por sucessos musicais de telenovelas como “Roque Santeiro” e “Dona”, de “Roque Santeiro” (1985), e “Espanhola”, da novela “Que Rei Sou Eu?” (1989). São deles também “Mestre Jonas”, “Sete Marias” e “Harmonia”.

A dupla Sá & Guarabyra, que esteve em Catanduva na última quinta-feira, dia 12, com o show de abertura da Festa Junina do SESC, concedeu entrevista ao jornal Notícia da Manhã. No bate-papo, música regional, rock rural, denúncias em canções e Regime Militar. Confira abaixo:





NMO estilo musical de vocês resgata a identidade cultural do Brasil.
Como era mostrar o Brasil em música nos anos 70, na época das agitações do Regime Militar?

Sá & Guarabyra – Atravessamos os anos do Regime sem bater de frente com os militares, diferente de muitos colegas que persistiam e até foram exilados devido à “agressividade” nas canções. Não tínhamos o intuito de derrubar a ditadura. A gente fazia um serviço influenciando a mudança de comportamento, que também era algo que os militares reprimiam naquele tempo. Éramos mais suaves, fazíamos denúncia leve, por isso não enfrentamos grandes problemas. Nos anos 70 viajávamos muito e sempre tínhamos um olhar crítico em torno dos lugares mais periféricos do Brasil, algo que transpúnhamos nas músicas. Tivemos uma música censurada, “Pássaro”. Daí trocamos o título e, em outra cidade, a música passou e foi liberada. Talvez nossa maior denúncia tenha sido a represa de Sobradinho, na música que leva o mesmo nome.



NM Como retrataram Sobradinho na música com teor de denúncia?


Sá & Guarabyra – A represa de Sobradinho, localizada na Bahia, perto de Juazeiro, foi uma calamidade. Não há como imaginar um governo construir, escondido, um verdadeiro mar no interior do Brasil, seis vezes maior que o tamanho da Baía de Guanabara! Encontramos aquilo por acaso, numa de nossas andanças pelo sertão nos anos 70. Denunciamos o caso na música “Sobradinho”, um sucesso até hoje pedido nos show. Usamos um paralelo de Antônio Conselheiro (“o sertão vai virar mar e o mar vai virar sertão”) para dar rumo à história na música. Todos aqueles que tinham um pouco de caráter, bom senso e inteligência lutaram, de uma forma ou de outra, contra o Regime Militar. Nós – Sá e eu – fizemos nossa parte.







NM Surtiram efeitos as denúncias na música sobre Sobradinho?


Sá & Guarabyra – Sim, claro. “Sobradinho” coloca em xeque todo o sistema de propaganda do governo militar. Eles diziam que estavam apenas fazendo uma pequena obra! Quatro cidades foram alagadas, além de dezenas de vilarejos, para dar origem a um dos maiores lagos artificiais do mundo. O impacto ambiental foi monstruoso. A música fez com que as pessoas refletissem sobre as questões ambientais.




NM Nos anos 70, o “rock rural” introduzido por vocês trouxe uma modalidade diferenciada na música brasileira. De que forma era esse rock?


Sá & Guarabyra – Junto com o Zé Rodrix criamos esse estilo misturando balada pop com folk brasileiro e toadas. As letras remetiam ao nosso espaço, à natureza, de cunho poético e agitado. Marcamos geração, tanto é que depois outros cantores, inclusive da Jovem Guarda, seguiram os passos do rock rural.NM – Três músicas de vocês integraram a trilha sonora de uma das novelas brasileiras de maior audiência de todos os tempos, “Roque Santeiro”, em 1985. De onde veio a aceitação do público para gerar tamanho sucesso?Sá & Guarabyra – Todas as músicas da trilha da novela se tornaram famosas e históricas. Tínhamos três, todas elas sugeridas pelo autor, Dias Gomes, um grande e saudoso amigo. Um dia Gomes telefonou para nós orientando as composições; fizemos “Roque Santeiro”, tema central do personagem-título interpretado por José Wilker, “Verdades e Mentiras”, que faz um apanhado da novela, das mentiras e crenças, e “Dona”, música que já existia, composição minha e do Sá, mas que caía feito uma luva na personagem da viúva Porcina (Regina Duarte). Esta foi cantada por Roupa Nova na novela. Acredito que as músicas tiveram boa aceitação pelo público umas por serem descontraídas e bem brasileiras e outra por ser romântica.





NM A dupla segue com novos projetos?


Sá & Guarabyra – Desde 2001 percorremos o Brasil com shows em que Zé Rodrix também participa. Neste semana faremos o último ensaio para gravar 14 músicas novas para o novo CD, que deverá ser lançado na última semana de agosto. E daí é viajar, viajar, viajar, algo que nunca deixamos de fazer. Somos eternos viajantes.

segunda-feira, 16 de junho de 2008

Show do SESC INTERLAGOS - dia 15/6




Eu e Santa Clara somos ótimas amigas. Por isso fui mentalizando o mantra pra que ela, ao menos durante o show, parasse a chuva inclemente. Quando chegamos a Interlagos, a surpresa: nem parecia que havia chovido, o chão estava seco e somente
pequenas poças aqui e ali revelavam a chuvarada que havia passado sobre a cidade.
O show iniciou pontualmente às 20:30 e magicamente a Praça Pau Brasil lotou, apesar do frio. O Trio entrou ao som de Mestre Jonas ( a ordem de algumas músicas foi alterada) e apresentaram o show “Outra Vez na Estrada” com um ânimo revigorado. O público espremia-se na grade e cantava todas as canções em coro. Guarabyra não cabia em si de tanta alegria e o Zé Rodrix ensaiava passinhos de dança (foi um final de semana feliz para o trio, final dos ensaios, entram em estúdio na próxima semana, canções arranjadas e redondas... o que pedir mais?) e Sá poupava a voz (pois estava resfriado!), mas não a empolgação: os duetos com Webster Santos ( na guitarra) foram geniais ! Aliás, o Webster é sempre um show à parte, ele “empolga” e “pira” completamente no palco. Cada trabalho é único e encarado com a mesma empolgação! Como não ser feliz assim????

Webster Silva e Luiz Carlos Sá








Por dentro da camisa que o Sá vestia, via-se que vestia a camiseta do Trio que acabara de ganhar.


Uma em tamanho especial foi feita para o Diogo.





Ao final do show ainda foi possível um encontro dos fãs com o Zé Rodrix (já havíamos conversado com os três antes do show), que foi simpático atendendo aos fãs que haviam ido exclusivamente vê-los


SET LIST

Mestre Jonas
Outra vez na estrada
Abc do santeiro
Pó da estrada
Hoje ainda é dia de rock
Nova era
Me faça um favor
Pássaro
Cinamomo
Jesus numa Moto
Dona
Sobradinho
.Pout-pourri Casa no Campo, Caçador de Mim, Espanhola
Fotos: Paraíso Agora - Hilda Borges e Marlene Alves

quinta-feira, 12 de junho de 2008

BATE-PAPO MUSICAL COM ZÉ RODRIX


NESTE SÁBADO(14/06) BATE-PAPO MUSICAL COM ZÉ RODRIX


O cantor e compositor de sucessos como "Casa no campo", que também é escritor e publicitário, fala de sua trajetória nas diversas atividades e bandas em que atuou como Sá, Rodrix & Guarabyra, Som Imaginário, Momento 4uatro e Joelho de Porco.

Sábado, 14 de Junho às 15:00


Biblioteca Cassiano Ricardo - Espaço Itamar Assumpção - Av. Celso Garcia 4.200 - Metrô Tatuapé.


Contato do evento:


Evaldo Piccino

Coordenador da Área Temática de Música

Sistema Municipal de Bibliotecas

Secretaria de Cultura de São Paulo

Rua Catão, 611 - 6º andar - Lapa

Tels: (11) ... / 7152-2992

evaldopshell@hotmail.com

Sá & Guarabyra no Festival de Rock de Pedralva


Você não deve conhecer Pedralva, talvez nunca tenha ouvido falar, mas certamente há de reconhecer sua paisagem tipicamente mineira de montanhas bem delineadas, encapadas com um manto verde, no alto rocha nua, acinzentada; aqui e ali um pequeno canavial. Cidade que cresceu nas encostas e foi avançando morro acima e abaixo. É nessa simpática cidade do Sul de Minas que anualmente se realiza um Festival de Música chamado PedRock, com fins não lucrativos, incentivando a cultura da região.
Bandas das redondezas são convidadas , e tocam gratuitamente! Sempre um grande nome é chamado: ano retrasado foi Lô Borges, que realizou um show ES-PE-TA-CU-LAR cujos detalhes os moradores de Pedralva não se cansam de reviver. Em 2007 foi a vez do 14 BIS. E esse ano teremos o show de Sá & Guarabyra. Será a apoteose desse carinho mútuo entre Sá & Guarabyra e Pedralva. Uma estória que contarei em breve.

Na última semana do mês de julho, dia 26/7, será realizado o Pedrock, um Woodstock mineiro, sem banhos de cachoeiras nem performances nudistas, pois o clima não favorece. Ao contrário, muito aconchego de mantas, vinhos e abraços amigos ao som de Sá & Guarabyra!





A cidade está ao sul de minas, entre São Lourenço, Itajubá e Pouso Alegre. 400 km de Belo Horizonte, 386 km do Rio de Janeiro, 256 km de São Paulo,70 km de Pouso Alegre( c/ aeroporto), 51 km de São Lourenço e 35 km de Itajubá.


O maior problema é a hospedagem: corram para garantir a sua!!!
O meu lugar já está garantido!!!

http://br.geocities.com/sociedadeagroecologica/hospedagem.html

Como chegar, mapa e outros detalhes:
http://www.guiavr.com/blocodopinkfloyd/modules/mastop_publish/?tac=Como_Chegar_Em_Pedralva