Parte I
Zé Rodrix fala de Ray Charles no Thunderview
Parte II
Zé Rodrix comenta a indústria fonográfica e o Joelho de Porco
Parte III
quinta-feira, 6 de novembro de 2008
quarta-feira, 5 de novembro de 2008
À Espera do Expresso Oriente
Logo estarei dobrando a esquina da vida e ainda não conheci a China. Desde os vinte e poucos que me prometo essa aventura à terra dos criadores do macarrão e do I Ching, sem jamais ter satisfeito o compromisso. Até hoje, o máximo que cheguei perto, se é que se pode chamar a isso de "perto", foi uma ida à Europa, quando conheci apenas Paris muito rapidamente, pois tinha compromisso em Nova Iorque dois dias depois. Porém, ainda não perdi a esperança de um dia sair mundo afora vendo o que ainda não vi e experimentado novas sensações, da mesma forma como, durante a juventude, arrisquei a vida ao pendurar-me, segurando firmemente uma pesada filmadora, num galho que se projetava sobre os 600 metros de fundura do cânion do Itaimbezinho. Ou quando presenciei o pôr-do-sol extraordinário da confluência do Rio das Velhas com o São Francisco.
O sonho do meu compadre Augusto sempre foi o de chegar à Índia, a mística terra das mulheres de véus e pearcing no nariz. — Aprecio o pearcing nas mulheres de lá, todavia não me acostumo com os adornos metálicos enfeitando as narinas daqui. Não digo que fique tão esquisito quanto um russo das estepes usando vestimenta de cangaceiro. No entanto, sempre cismo que alguma coisa não combina. — Mas Augusto desembarcou em Nova Delhi louco para curtir um mundo novo. Só que foi obrigado a cumprir quarentena no hospital do aeroporto, posto que tinha desembarcado antes de cumprir o prazo previsto para validar a vacina que havia tomado aqui. Teve de aguardar sete dias hospedado numa enfermaria malcuidada, comendo o pão que algum deus hindu, decerto equivalente ao nosso diabo, amassou. O prazo venceu num domingo à noite. Augusto César Pinho Pinheiro apresentou-se imediatamente à portaria de malas prontas. O porteiro indiano, sem sequer se desentreter da leitura de um jornal, informou que só na segunda estaria presente o funcionário que poderia desenjaulá-lo. O compadre virou bicho, exibiu o papel contendo a data do fim da quarentena, brandiu o passaporte, ameaçou chamar a embaixada, exigiu um advogado. Tanto aprontou que enfim tirou o sujeito da atitude displicente e o compeliu a pegar o telefone e falar com algum superior. Conseguiu sair.
A viagem, porém já estava comprometida. Depois de tantos dias curtindo um ambiente infecto em vez do luxuoso hotel que havia reservado, e de haver curtido um obrigatório frango ao molho de um curry malcheiroso com arroz empapado, servido todos os dias, em lugar dos previstas iguarias da apurada gastronomia indiana - quiçá servido num belo restaurante e servido por morenas de pearcing — estava louco para dar o fora. Não só do hospital como do próprio país. Até hoje, muitos anos depois da malfadada aventura, ainda não consegue recordar a Índia com prazer. É um raro exemplo de quem conheceu a terra dos sonhos em meio a um pesadelo.
No entanto, não será por causa de histórias como esta que deixarei de prometer a mim mesmo que viajarei a ver as terras com que sonho. Apesar de que, brasileiro que sou, possuo a tendência de deixar tudo para a última hora. Sendo assim, tenho de me decidir antes que o propalado fim do mundo seja concretizado. Do contrário, vai ser difícil achar passagem com tanta gente tentando realizar tardiamente, e ao mesmo tempo, a viagem de suas vidas. E vou acabar restando por aqui mesmo, sonhando sonhos previamente desfeitos, enquanto o sol desaba na China e a lua despenca do céu, arrasando os jardins do Taj Mahal.
Guttemberg Guarabyra - Novembro, 2008
terça-feira, 4 de novembro de 2008
CAÇADOR de MIM, a canção!
Amigos:
Ano que vem sai meu livro com uma compilação da série de crônicas “Na Estrada”, que fiz para a revista BackStage, uma memória de viagens de música. Agora inicio outra série para a mesma revista, “Vida de Artista”, com considerações e orientações, para os que querem iniciá-la, sobre e para uma carreira profissional de músico e artista. Espero que vcs continuem gostando. Beijos e abraços do amigo
Luiz Carlos Sá
VIDA DE ARTISTA
luiz carlos sá
Nós, compositores, cantores, músicos ou criadores de outros tipos de quem não posso falar com a devida propriedade, temos decerto um prodigioso pára-raios onde antigamente devia existir a famosa moleira. Mas esses pára-raios são diferentes: em vez de nos proteger das faíscas, elas as conduzem até nosso cérebro, onde rola, finalmente, o surto-circuito – isso mesmo, surto (não curto) circuito! - que chamamos criação. Esses tais raios nos atingem sem hora, dia ou lugar predestinados e nos deixam zonzos, imaginando se nossas mães não nos teriam mergulhado propositadamente, no lugar do batismo convencional, numa banheira de gelatina psicodélica... Chama-se a isso “inspiração”, um nome bem próprio se pensarmos que tais coisas parecem nos entrar narinas adentro, como aquele determinado cheiro que faz com que nos lembremos de atos e fatos que julgávamos esquecidos.
O problema é que depois da inspiração tem que vir a transpiração. Nela nossa cabeça trabalha fisicamente, como um atleta, esforçando-se por atingir a perfeição da criatividade, costurando o improvável, remendando o disperso e tendo que coordenar da maneira mais organizada possível aquilo que se passa na nossa pobre imaginação limitadamente humana.
Foi pensando nisso que resolvi mudar o rumo dessa minha coluna, que até agora se dispunha a contar os acontecimentos de trinta e tantos anos de viagens e shows Brasil e mundo afora, para refletir sobre o que nos leva a viver de uma determinada maneira que se convencionou chamar de “vida de artista”. Porque não escolhemos uma vida mais “tranqüila” e “segura”, como a maioria de nossos pais (tenho certeza dessa maioria...) quis nos induzir a viver? Porque o artista passa tantas vezes por essas desnecessárias angústias, por esses atalhos incongruentes, por essas dúvidas injustificadas? A resposta é simples: só nós temos que ser ao mesmo tempo cigarras e formigas. Cigarras pelo prazer de exercer a arte, formigas pelo dever de encarar os prosaicos, mas essenciais, problemas do dia a dia: comer, morar, ter família... Ainda assim nosso papel social é muitas vezes visto com um injustificado ceticismo por aqueles que acham supérfluo o exercício da Arte, mesmo que esse tipo de pensamento seja insustentável diante do simples conhecimento da História do Mundo.
Por isso, deste mês em diante, vocês lerão aqui o “Vida de Artista”, onde pretendo refletir sobre as várias correntes do grande rio que nos leva a optar por esse jeito diferente de viver.
Se é que é diferente...
luiz carlos sá
Ano que vem sai meu livro com uma compilação da série de crônicas “Na Estrada”, que fiz para a revista BackStage, uma memória de viagens de música. Agora inicio outra série para a mesma revista, “Vida de Artista”, com considerações e orientações, para os que querem iniciá-la, sobre e para uma carreira profissional de músico e artista. Espero que vcs continuem gostando. Beijos e abraços do amigo
Luiz Carlos Sá
VIDA DE ARTISTA
luiz carlos sá
Nós, compositores, cantores, músicos ou criadores de outros tipos de quem não posso falar com a devida propriedade, temos decerto um prodigioso pára-raios onde antigamente devia existir a famosa moleira. Mas esses pára-raios são diferentes: em vez de nos proteger das faíscas, elas as conduzem até nosso cérebro, onde rola, finalmente, o surto-circuito – isso mesmo, surto (não curto) circuito! - que chamamos criação. Esses tais raios nos atingem sem hora, dia ou lugar predestinados e nos deixam zonzos, imaginando se nossas mães não nos teriam mergulhado propositadamente, no lugar do batismo convencional, numa banheira de gelatina psicodélica... Chama-se a isso “inspiração”, um nome bem próprio se pensarmos que tais coisas parecem nos entrar narinas adentro, como aquele determinado cheiro que faz com que nos lembremos de atos e fatos que julgávamos esquecidos.
O problema é que depois da inspiração tem que vir a transpiração. Nela nossa cabeça trabalha fisicamente, como um atleta, esforçando-se por atingir a perfeição da criatividade, costurando o improvável, remendando o disperso e tendo que coordenar da maneira mais organizada possível aquilo que se passa na nossa pobre imaginação limitadamente humana.
Foi pensando nisso que resolvi mudar o rumo dessa minha coluna, que até agora se dispunha a contar os acontecimentos de trinta e tantos anos de viagens e shows Brasil e mundo afora, para refletir sobre o que nos leva a viver de uma determinada maneira que se convencionou chamar de “vida de artista”. Porque não escolhemos uma vida mais “tranqüila” e “segura”, como a maioria de nossos pais (tenho certeza dessa maioria...) quis nos induzir a viver? Porque o artista passa tantas vezes por essas desnecessárias angústias, por esses atalhos incongruentes, por essas dúvidas injustificadas? A resposta é simples: só nós temos que ser ao mesmo tempo cigarras e formigas. Cigarras pelo prazer de exercer a arte, formigas pelo dever de encarar os prosaicos, mas essenciais, problemas do dia a dia: comer, morar, ter família... Ainda assim nosso papel social é muitas vezes visto com um injustificado ceticismo por aqueles que acham supérfluo o exercício da Arte, mesmo que esse tipo de pensamento seja insustentável diante do simples conhecimento da História do Mundo.
Por isso, deste mês em diante, vocês lerão aqui o “Vida de Artista”, onde pretendo refletir sobre as várias correntes do grande rio que nos leva a optar por esse jeito diferente de viver.
Se é que é diferente...
luiz carlos sá
EU, CAÇADOR DE MIM
Pense em São Paulo ,1979. Eu estava ali sentado na sala que ocupava em meu estúdio, o Vice Versa, pensando no que fazer naquela tarde desanimada de verão paulistano. De repente, toca o telefone:
- Alô?...
- E aí, Sá, é Magrão...
Meu amigo Sérgio Magrão , baixista do então quase-recém-formado 14Bis.
- Fala, Magreza! – brinquei.
- Estou aqui com uma música pra te mostrar. Queria que você fizesse a letra.
Sérgio Magrão foi o primeiro baixista de estrada de Sá, Rodrix & Guarabyra. Começara conosco em 72 e nos acompanhara na mudança do Rio para S.Paulo quando fomos chamados por Rogério Duprat para integrar a equipe de criação da Pauta Produções e depois associar-nos ao Vice Versa, estúdio de gravação e publicidade que criamos com Duprat e mais dois sócios em 74. Na primeira leva paulistana, eu, Rodrix e Guarabyra carregamos conosco Magrão no baixo e Luís Moreno na bateria. Depois da saída de Rodrix, eu e Guarabyra trouxemos Sérgio Hinds na guitarra e Cezar de Mercês nos vocais e na percussão, completando depois a banda – que gravaria conosco o primeiro disco da dupla, o “Nunca” - com um jovem tecladista mineiro indicado por Milton Nascimento, Flávio Venturini. Depois, essa banda backing virou a segunda formação do Terço e desembocou no 14Bis . Mas o que eu ainda desconhecia era o fato de que Magrão também compunha. Fiquei surpreso:
- Ué! Você tá compondo agora?
Magrão ficou meio espantado com a minha reação:
- E porque não?
- É bom saber!
E eu devia mesmo ter desconfiado antes do talento compositor de Magrão. Porque você pode perceber pela melódica do instrumentista quando ele também pode compor. É só começar...
- Dá pra você passar aqui agora?
- Estou indo.
Sá & Guarabyra e O Terço ( foto site Luiz Moreno- agradecimentos à Irinéia)E lá veio ele. Em menos de uma hora estávamos juntos na minha sala. Magro pegou o violão e começou a desfiar uma melodia suave, simples, mas muito bem engendrada. Fiquei encantado com a força e a beleza contidas nela, à espera apenas das palavras certas. Depois que Magrão saiu fiquei ouvindo no meu micro-cassette – então ainda uma novidade! – a melodia que ele me deixara. Uma coisa qualquer, uma “inspiração”, fez com que eu remexesse minha bagunçadíssima primeira-gaveta-à-direita atrás daquela letra que eu fizera meses atrás depois de reler pela terceira vez o “Apanhador no Campo de Centeio” de J.D.Salinger:
Por tanto amor, por tanta emoção
A vida me fez assim
Doce ou atroz, manso ou feroz, eu, caçador de mim...
A letra era o retrato de minha vida à época, quando eu reavaliava minhas opções como artista e como pessoa. A necessidade de entrar de cabeça no mundo dos jingles, para podermos pagar o estúdio, me enchera de dúvidas. Quem eu era de verdade, o que eu queria, onde eu gostaria de chegar, todas aquelas perguntas sem resposta que nos acometem mais tarde ou mais cedo ficavam ecoando na minha cabeça confusa, em plena crise dos trinta ou como quer que vocês queiram chamar essa encruzilhada esquisita onde chegamos às vésperas da meia-idade. Para meu completo espanto a letra foi aos poucos se encaixando magicamente na melodia do Magrão, sem que eu tivesse que mexer um dedo na métrica:
Preso a canções, entregue a paixões que nunca tiveram fim
Vou me encontrar longe do meu lugar, eu, caçador de mim...
Para que seja bem entendido o inusitado da situação, explico aos não-compositores que um acontecimento desses – um acerto de letra e melodia sem conhecimento anterior - beira o mediúnico, como se eu e Magrão tivéssemos experimentado inconscientemente algum tipo de telepatia...
Mas a moleza acabou na segunda parte, e aí veio a fase da “transpiração”. A letra na gaveta parava ali, divisão se reduzia e eu tive que conter meu entusiasmo e fazer do menos, mais. Afinal consegui resumir o que eu acreditava ter que fazer num futuro próximo:
Nada a temer senão o correr da luta
Nada a fazer senão esquecer o medo
Abrir o peito à força numa procura
Fugir das armadilhas na mata escura...
Como fechar? Eu sentia que tinha que contrapor a dúvida à certeza, para expressar direito o que estava se passando comigo. Levei mais uns três dias obcecado pelo que faltava, até terminar:
Longe se vai, sonhando demais
Mas onde se chega assim
Vou descobrir o que me faz sentir
Eu, caçador de mim
No dia seguinte chamei Magrão de volta ao estúdio e ficamos horas tocando a música completa, maravilhados pelo bom resultado. Dias depois tivemos uma reunião com o resto do pessoal do 14Bis em minha casa. Vermelho, o tecladista, egresso do grupo Bendengó e também nosso amigo de longo tempo, questionou o título da música:
-“Caçador de Mim”? De onde saiu isso?
Entendi a estranheza e expliquei longamente a relação entre a letra e a temática do “Apanhador...” de J.D.Salinger. Vermelho, pragmático total, achava aquilo tudo longe do cidadão comum e do dia-a-dia. Mas eu confiava, e até hoje confio, na intuição artística como uma arma superior a qualquer teoria. Algo me dizia que aquela música seria um marco na minha vida e talvez na de muitas outras pessoas também:
-Vai por mim. Todo mundo vai entender o que isso quer dizer.
Convencido o Vermelho e o resto do grupo, o 14Bis gravou a música. Não muito tempo depois, Magrão levou a gravação a Milton Nascimento. Milton fez questão de esconder de mim até o último minuto, para fazer surpresa, que tinha não só gravado o “Caçador” como também intitulado seu novo disco com o nome de nossa música:
-É minha – dizia ele, e diz até hoje.
Depois de quase trinta anos cantando o “Caçador” em shows, sinto até hoje a mesma emoção que senti junto com Magrão na minha sala da Vice Versa naquele longínquo 1979. Quando depois dos shows, no camarim, as pessoas vêm me dizer que essa música parece ter sido feita para elas numa determinada época de suas vidas me convenço ainda mais de que quando fazemos as coisas com a força da inspiração e da transpiração o tempo parece não passar: pára por ali mesmo e faz com que pensemos nos Salinger, nos Rimbaud, nos Kerouac, nos Rilke, nos Dylan e em todos aqueles – artistas ou não - que renunciaram romanticamente a uma vida normal para provar... O que mesmo? Não importa. Para simplesmente provar. Ou para pôr-se à prova.
segunda-feira, 27 de outubro de 2008
ZÉ RODRIX GRAVA O PAPO DE MÚSICO dia 28/10
O PAPO DE MÚSICO, programa produzido e apresentado pelo jornalista, radialista e produtor musical TONINHO SPESSOTO, transmitido na madrugada de domingo para segunda, da meia-noite à uma da manhã pela USP FM (93,7 Mhz – São Paulo/107,9 MHz – Ribeirão Preto http://www.radio.usp.br/) terá como próximo convidado o compositor, cantor, produtor, escritor e publicitário ZÉ RODRIX numa conversa descontraída com Spessoto, sobre sua vida e carreira ( múltiplas carreiras bem sucedidas) entremeada com trechos de suas canções ao vivo. O público presente às gravações pode participar com perguntas. O PAPO DE MÚSICO é gravado todas as terças-feiras às 14 horas, no SL Music Hall, espaço de eventos do Souza Lima Ensino de Música, em São Paulo. A entrada é franca.Pra quem não mora em SP O PAPO DE MÚSICO com ZÉ RODRIX irá ao ar em 9 de novembro pela USP FM.
Uma entrevista-show similar à que aconteceu há alguns meses na Biblioteca Regional do Tatuapé, bate papo inesquecível para todos que lá estiveram! Programa imperdível pra quem estiver em São Paulo, próximo aos Jardins, hora do almoço!
SERVIÇO COMPLETO:
Gravação em 28 de outubro com ZÉ RODRIX – no ar em 9 de novembro à meia-noite (madrugada de domingo para segunda)
Gravações todas as terças-feiras, sempre às 14 horas SL Music Hall – Rua José Maria Lisboa, 745 – Jardins, São Paulo - ENTRADA FRANCA
No ar todos os domingos à meia-noite pela USP FM 93,7 MHz (São Paulo) 107,9 MHz (Ribeirão Preto) http://www.radio.usp.br
terça-feira, 21 de outubro de 2008
Programa ZOOMBIDO - Moska entrevista Sá & Guarabyra
Programa gravado no início do ano, certamente previsto pra ser veiculado na época do lançamento do disco, chega agora, ainda sem o novo disco! Vários meses de angústia para nós, que antevíamos que estariam separados através da "Canção de Todo Mundo"( composição coletiva cantada por todos os participantes do programa), o que aliás, achei ótimo!!! Assim teremos o dobro para aproveitar!!!
Moska e Sá e Guarabira no ZOOMBIDO
Canal Brasil - Canal 66 NET
Horario(s): 23/10 - 21:30
24/10 - 16:00 (reprise)
25/10 - 13:00 (reprise)
O do Zé deve ser o próximo!!!
O do Zé deve ser o próximo!!!
quarta-feira, 15 de outubro de 2008
Parabéns, Luiz Carlos Sá
quarta-feira, 8 de outubro de 2008
Virada Cultural 2008 ( vídeos)
Abril de 2008: Teatro Municipal de São Paulo completamente lotado. Centenas de pessoas do lado de fora, sentadas nas escadarias do Teatro, aguardando o inicio do show para então acompanharem a histórica remontagem do show Passado, Presente, Futuro:.
"Com Vocês: Sá, Rodrix e Guarabyra"
Zepelim
Zepelim
Jurity Butterfly
Quero que você me faça um favor
Ama Teu Vizinho Como a Ti Mesmo
Quero que você me faça um favor
Ama Teu Vizinho Como a Ti Mesmo
sábado, 4 de outubro de 2008
Novo Show
quarta-feira, 1 de outubro de 2008
Cesar Menotti & Fabiano no estúdio!
sexta-feira, 19 de setembro de 2008
Primeira Canção da Estrada
Primeira Canção da Estrada
Sá e Guarabira
Composição: Sá / Rodrix
Apesar das minhas roupas rasgadas
Eu acredito que vá conseguir
Uma carona que me leve pelo menos à cidade mais próxima
Onde ninguém vai me olhar de frente
Quando eu tocar na velha guitarra as canções que eu conheço
Eu tinha apenas dezessete anos
No dia em que saí de casa
E não fazem mais de quatro semanas que eu estou na estrada
Mas encontrei tantas pessoas tristes desaprendendo como conversar
Que parece que eu estou carregando os pecados do mundo
Que parece que eu estou carregando os pecados do mundo
Que parece que eu estou carregando os pecados do mundo
vídeo do Washington Morais
Sá e Guarabira
Composição: Sá / Rodrix
Apesar das minhas roupas rasgadas
Eu acredito que vá conseguir
Uma carona que me leve pelo menos à cidade mais próxima
Onde ninguém vai me olhar de frente
Quando eu tocar na velha guitarra as canções que eu conheço
Eu tinha apenas dezessete anos
No dia em que saí de casa
E não fazem mais de quatro semanas que eu estou na estrada
Mas encontrei tantas pessoas tristes desaprendendo como conversar
Que parece que eu estou carregando os pecados do mundo
Que parece que eu estou carregando os pecados do mundo
Que parece que eu estou carregando os pecados do mundo
vídeo do Washington Morais
sexta-feira, 22 de agosto de 2008
Gravação do novo disco - mais fotos

Outras fotos do Guttemberg Guarabyra revelam flagrantes da gravação do disco de Sá, Rodrix & Guarabyra, ainda sem nome. A expectativa só vai crescendo, mas já conhecemos 2 das 12 faixas: Cidades Meninas e Nós nos Amaremos (regravação da música do Guarabyra, também chamada "Chão de Setembro").
Alex caprichando em 2 momentos!
Bárbara Rodrix
Pedro Baldanza, Fpabio Santini em primeiro plano, atrás, Zé Rodrix e Thiago nos teclados.1ª fase.
Metais
Parafernália da percussão
Calazans e SáFotos de Guttemberg Guarabyra.
quinta-feira, 7 de agosto de 2008
quarta-feira, 6 de agosto de 2008
Instantes Mágicos
Momentos de alegria para todos se transformam em instantes mágicos nas lentes daqueles que fotografam os shows, usando um pouco mais do que a visão, indo um pouco além do que nosso olhos registram.
Parabéns!!
Instantâneo
Luís Carlos Sá
Somos nós
Somos todos nós
Começo e final
Atração principal
Vista em cada rua
Somos nós
Somos todos nós
Tão sensacionais
Como no cinema
Atores coloridos
Dá vida
Em cada cidade
Dois milhões de histórias
Ganhas ou perdidas
Por desconhecidos heróis
Somos nós
Somos todos nós
Gente sempre igual
Pré-estréia mundial
O espetáculo de todo dia
Somos nós
Contra a solidão
Contra esse calor
Contra os desenganos
Contratempo e contramão
Somos o pardal
Somos o condor
Somos o pardal
Somos o condor
Para ver todas fotos do show pelo César Abreu Braga, clique aqui!
Para ver todas foto do show pela lente do David Abel.
domingo, 3 de agosto de 2008
Programa Arte na Praça - show de Uberlândia
3 vídeos que compõem a primeira parte do programa ARTE NA PRAÇA com o show apresentado por Sá, Rodrix & Guarabyra em Uberlândia, dia 6 de julho passado. Trechos do show entremeados com entrevista!
Aqui se faz, aqui se paga
Aqui se faz, aqui se paga
sexta-feira, 1 de agosto de 2008
Pedralva nas cabeças e nos corações!
"Dizendo assim até parece que é mentiraDe Sá e Guarabyra
Coisa da imaginação"
Pirão de peixe com Pimenta
O PedRock passou e deixou um gosto de quero mais pro ano que vem! Foi uma das coisas mais lindas ver a cidade toda na mesma expectativa: do show de Sá & Guarabyra.Todos tinham um pedacinho da estória para contar, incluindo os parentes (esses de verdade: primos, tios, residentes na cidade). Nunca havia visto tamanha movimentação de jovens, de tribos diversas, na praça, indo, vindo, circulando. A cidade tomada pela juventude me encheu de alegria: saber que meninos e meninas que privilegiam a cultura, e poderiam estar fazendo aquele festival em qualquer local da região, mas estão em Pedralva criando opções de lazer cultural para uns, de fonte de renda para outros. 
Viva Pedralva! Viva o Pedrock! E viva a garotada que invadiu o palco ao final do show para agradecer ao imenso público que lotou o Parque de exposições, arena dos shows!
Tudo muito organizado, muito profissional: quando o ônibus de Sá & Guarabyra chegou ao hotel já havia membros da comissão para recepcioná-los e imediatamente a produção local entrou em ação!
Marlene, Rita, Luiz Carlos Sá e eu. 

Matheus & namorada, Eu, Rafael & Clarissa, Giovany & namorada
Encontro de Amigos
SET LIST
Enquanto conversávamos após o almoço, Jaziel montava o palco para passagem de som.
A expectativa da dupla e da banda era grande, afinal, “estavam em um Festival de rock”, ao que eu lhes tranqüilizei citando a paixão da cidade por eles.Nem precisava, pois à entrada no palco puderam verificar : um público vindo desde cidades distantes como São José dos Campos e Volta Redonda lotava o espaço do Pedrock. O frio era maior que no dia anterior ( 11ºC) mas o calor humano maior, e acabei tirando o casaco, enquanto Fábio Santini ( guitarra) suava embaixo dos refletores. Nem precisa comentar a alegria da dupla ao entrar, a segunda canção foi justamente o lançamento “Cidades Meninas” ( canção que já havia sido apresentada em Itajubá há 3 anos atrás, já citando Pedralva, tendo sofrido algumas alterações na música e na letra, desde então!) que está no novo disco de Sá, Rodrix & Guarabyra! A cada cidade da região citada a gritaria era geral: Natércia e Cristina também tinham enviado torcidas!
As 14 canções passaram rápidas demais, e ao final ainda bisaram “Cidades Meninas”!
Es-Pe-Ta-Cu-Laaaaaaaaaaaaaar!!!!!

Comecinho do show
Alex Reis, novo baterista da Banda, motivo de suspiros pelas meninas e admiração dos meninos
Ao final do show muita alegria, quando, finalmente, conseguimos entrar para os abraços! ( Graças ao Jaziel!!!)Após cerca de 50 pessoas com fotos e papos, Pedrão, docemente, se desculpando com cada uma delas: “Desculpa, só fotos””Desculpa, vc vai entender, não é? Outras pessoas tb querem entrar” Algumas entendiam outras nem tanto!
Nós e Banda ( Fábio Santini, Thiago Costa, Pedro Baldanza, Alex Reis)
Muitas, muitas crianças mesmo, ao redor de 10,12 anos que conheciam as letras, cantavam junto!
O que vale é o sentimento: e uma alegria imensa pairava nos céus de Pedralva naquele momento!!!

Muitas, muitas crianças mesmo, ao redor de 10,12 anos que conheciam as letras, cantavam junto!
O que vale é o sentimento: e uma alegria imensa pairava nos céus de Pedralva naquele momento!!!

até o IX PedRock, em 2009!!!
Agradecimentos especialíssimos para a Vera & famiília (do Panela Velha) e para a D. Graça ( mãe do Giovany, da confecção!)
Mais fotos:
Marlene:
Filminhos:
Sá & Guarabyra - MEU LAR É ONDE ESTÃO OS MEUS SAPATOShttp://br.youtube.com/watch?v=WgXhb5jlrdk
Sá & Guarabyra - VIAJANTEhttp://br.youtube.com/watch?v=h4Vgg615Gkw
Sá & Guarabyra - 1ª CANÇÃO DA ESTRADA/O PÓ DA ESTRADAhttp://br.youtube.com/watch?v=Bqc5HQVMsTc
Sá & Guarabyra - ROQUE SANTEIROhttp://br.youtube.com/watch?v=JjAKd8keU9s
Sá & Guarabyra - ME FAÇA UM FAVORhttp://br.youtube.com/watch?v=3-olBdqp97k
Sá & Guarabyra - PÁSSAROhttp://br.youtube.com/watch?v=9WZTamzOpPY
Sá & Guarabyra - TABULEIROhttp://br.youtube.com/watch?v=vv-MHWtMhXU
Sá & Guarabyra - HARMONIAhttp://br.youtube.com/watch?v=FA9U6SGF520
Sá & Guarabyra - CAÇÃDOR DE MIMhttp://br.youtube.com/watch?v=dRIvdfAkm_I
Sá & Guarabyra - DONAhttp://br.youtube.com/watch?v=2X4gaIZlZ-8
Sá & Guarabyra - ESPANHOLAhttp://br.youtube.com/watch?v=HeieHGtYVEU
Fotos & Filmes : Marlene Alves e Hilda Borges
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